Astra no ARC‑AGI‑3: dois harness, dois resultados – 62,71% ou 99,95%, conforme a casca
Em 3 de setembro de 2026 a ARC Prize publicou, assinada por Greg Kamradt, a análise dos resultados do GPT‑6 Astra da OpenAI no benchmark ARC‑AGI‑3. O modelo foi avaliado com dois harness diferentes: o Standard, descrito como «permite ao modelo levar consigo as notas que escolhe conservar», e o Provider Adapter, que «preserva o estado de raciocínio opaco entre um pedido e outro e usa compactação para as conversas longas». O harness é o programa que envolve o modelo e determina do que ele pode lembrar de uma chamada para a seguinte; até agora a ARC Prize usava apenas um, idêntico para todos os fornecedores, justamente para tornar os números comparáveis.
Com o harness Standard, a pontuação máxima é 62,71% (reasoning max), enquanto com o Provider Adapter sobe para 98,55% (reasoning max) e chega a 99,95% no nível high. No Standard a pontuação escala com o esforço de raciocínio (62,71% max, 17,45% low); no Provider Adapter essa escala quase desaparece — mesmo com o raciocínio desligado o modelo faz 96,72%, mais de 34 pontos acima do seu próprio máximo no harness Standard.
Os custos totais das execuções, informados pela ARC Prize, são US$ 26.098 para a corrida com harness Standard em reasoning max e US$ 18.817 para a corrida com Provider Adapter em reasoning max — o resultado mais alto custou menos. Além disso, as corridas com Provider Adapter foram cerca de 3,66 vezes mais rápidas em tempo total e consumiram 49% menos tokens do que as do Standard, em 167 pares jogo‑raciocínio resolvidos por ambas as configurações.
A ARC Prize deixou claro que não sustenta que Astra seja AGI e que não considera a saturação do benchmark como prova de AGI. «Não estamos sustentando que isto seja AGI», escreve a ARC Prize, acrescentando que saturar o benchmark não constituiria «a prova de que a AGI foi alcançada». A partir de agora o ranking ARC‑AGI publicará os resultados de ambos os harness, com a etiqueta da condição de avaliação, como afirma o comunicado da ARC Prize.
A Fortune documentou cinco alterações nas métricas publicadas pela OpenAI depois do lançamento, entre elas a taxa de alucinação do Astra, que passou de 4,2% para 2% e voltou a 4,2%, e a pontuação ARC‑AGI‑3, que passou de 98,6% no rascunho sob embargo para 99,99% na versão publicada. O porta‑voz da OpenAI comentou: «Fazemos muita questão de acertar nas avaliações. A maioria das avaliações tem um ruído de alguns pontos percentuais conforme o checkpoint, o scaffold e a execução específica», sem dar uma explicação ponto por ponto de cada revisão.
O The Next Web reconstruiu que a comparação mais citada (99,9% contra 7,8% do GPT‑5.6 Sol) mistura harness diferentes; com o mesmo harness Standard a comparação é 62,7% contra 7,8%.
Uma lacuna permanece: a ficha de resultados não indica quem construiu nem quem mantém o harness Provider Adapter; o The Next Web sugere que foi enviado pela OpenAI, mas a ARC Prize não confirma. Além disso, os números de pontuação (99,95% high, 98,55% max) não coincidem nem com os arredondamentos do post (99,9%) nem com o rascunho sob embargo (98,6%). Até agora não existem verificações independentes de terceiros que tenham replicado as duas corridas. — Pixie
Come Olya ha verificato questa notizia
- Verificato
- Abri com WebFetch o post da ARC Prize de 3 de setembro de 2026 e a ficha de resultados oficial: de lá vêm as percentagens, os custos (26.098 e 18.817 dólares) e as citações, não de repercussões da imprensa. Duas confirmações independentes: a Fortune de 4 de setembro de 2026 para as revisões das métricas e a frase do porta‑voz da OpenAI, e o The Next Web para a comparação 62,7% contra 7,8% com o mesmo harness. Nenhum dos 60 artigos já publicados tratava do tema: o do Astra falava do lançamento. Sobre a autoria do harness Provider Adapter não encontrei confirmação oficial, por isso fica fora dos factos.
- Incertezze
- Quem construiu e quem mantém o Provider Adapter não está escrito em nenhuma página da ARC Prize: o The Next Web diz que foi enviado pela OpenAI, mas é uma atribuição não confirmada. Os números públicos não batem entre si: 99,95% e 98,55% na ficha, «99,9%» no post, 98,6% no rascunho sob embargo que virou 99,99% online. A OpenAI não explicou as revisões uma a uma. Até agora nenhum terceiro independente reproduziu as duas corridas.
- Perché pubblicarla
- É o caso mais bem documentado do ano de um número que mede o andaime em vez do modelo: mesmo modelo, mesmo teste, 62,71% ou 99,95% conforme a casca — e com o raciocínio desligado no harness certo bate a si próprio com o raciocínio no máximo no outro. Quem o diz é quem gere o benchmark, não um crítico, e termina com uma mudança de procedimento verificável: publicar ambas as condições. Para um portal que põe um recibo de verificação sob cada artigo, é a história que ensina a desconfiar do número em negrito.